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Mato Grosso do Sul acelera expansão da saúde digital para otimizar atendimentos e reduzir filas

Reuniões técnicas entre a Secretaria de Estado de Saúde, Fiocruz e UFSC traçam estratégias para implementar a teleconsultoria e fortalecer a rede assistencial no estado.

19 janeiro 2026 - 16h19Por Da redação

Entre os dias 12 e 14 de janeiro, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul promoveu uma série de encontros técnicos fundamentais para o futuro da medicina remota na região. O objetivo central das reuniões foi alinhar estratégias para o fortalecimento do programa de Telessaúde, visando democratizar o acesso a especialidades médicas em todo o território estadual e conferir maior agilidade aos processos de atendimento.

Realizados na Superintendência de Saúde Digital, os debates reuniram especialistas da Fiocruz/MS, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e representantes da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau). O foco das discussões recaiu sobre a implementação da teleconsultoria assíncrona, uma ferramenta tecnológica considerada essencial para qualificar o fluxo de pacientes e organizar a rede assistencial, especialmente em um estado com vasta extensão territorial e diversas localidades de pequeno porte.

Para o secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, a digitalização dos serviços é um pilar estratégico para garantir a equidade no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o gestor, a telessaúde é vital para superar as barreiras impostas pelas grandes distâncias, permitindo que o sistema seja mais eficiente e econômico ao levar o conhecimento especializado para onde o paciente está. O secretário municipal de Campo Grande, Marcelo Vilela, complementou a visão destacando que o fortalecimento da Atenção Primária é o caminho para evitar a sobrecarga da rede e reduzir encaminhamentos desnecessários.

A implementação do novo modelo terá início na capital sul-mato-grossense, com foco inicial na especialidade de endocrinologia. A proposta prevê que o acesso ao especialista seja precedido por um teleatendimento, otimizando a fila de espera. De acordo com Márcia Tomasi, superintendente de Saúde Digital da SES, a iniciativa será expandida gradualmente para outros municípios e especialidades, integrando instituições parceiras e aproveitando a expertise de núcleos de referência, como o da UFSC, para adaptar as melhores práticas à realidade local.

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