O cenário para o consumidor que opta pelo etanol tornou-se mais desafiador na última semana. De acordo com o mais recente levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), encerrado no dia 17 de janeiro, o biocombustível perdeu competitividade em quase todo o país, mantendo sua vantagem financeira apenas no estado do Mato Grosso do Sul.
Os dados compilados indicam que a paridade média nacional entre os dois combustíveis atingiu 72,31%, superando o limite tradicional de 70% que define a viabilidade econômica do álcool. Em solo sul-mato-grossense, contudo, o preço médio de R$ 4,14 por litro garantiu uma paridade de 68,20%, tornando-o a única opção vantajosa no período sob a ótica estritamente financeira.
Apesar das métricas gerais, especialistas do setor destacam que a eficiência não é universal. A competitividade real pode variar significativamente conforme a tecnologia do motor de cada veículo, permitindo que, em alguns modelos específicos, o etanol ainda seja uma escolha sustentável e econômica mesmo quando a paridade ultrapassa a barreira dos 70%.







