Brasil

Cúpula do Congresso resiste à CPI do Banco Master e aposta no recesso para esfriar ânimo

Davi Alcolumbre segura leitura de requerimentos enquanto articulação de bastidor e ano eleitoral travam avanço das investigações.

21 JAN 2026 • POR Da redação • 12h37

O clima no Congresso Nacional é de forte resistência à instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Banco Master. Apesar de os requerimentos já contarem com o número necessário de assinaturas no Senado, na Câmara e para uma comissão mista (CPMI), a cúpula do Legislativo, liderada por Davi Alcolumbre, atua para postergar o início dos trabalhos.

A estratégia principal da presidência do Congresso é o uso do tempo: a decisão sobre a viabilidade das comissões foi empurrada para fevereiro, após o recesso parlamentar. Alcolumbre utiliza esse intervalo para medir a temperatura política e evitar que a agenda legislativa seja contaminada por investigações em um ano eleitoral, período em que o foco dos parlamentares se volta para as bases nos estados.

Os Entraves e a "Manobra da Sessão"

Pressões de Bastidores O desinteresse não é apenas do Legislativo; o Poder Executivo também vê com maus olhos a abertura de inquéritos que possam paralisar votações de interesse do governo. Além disso, nos bastidores, cita-se a forte influência da bancada ligada ao empresário Daniel Vorcaro, que possui trânsito livre entre lideranças do Centrão. Esse grupo tem trabalhado intensamente para desmobilizar o apoio à CPI, mesmo com o quórum de assinaturas já atingido.