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Trump recua de força militar na Groenlândia, mas chama Dinamarca de "ingrata" em Davos

Presidente americano insiste em anexação e critica aliados europeus; Dinamarca e União Europeia reagem com planos de reforço militar e cúpula de emergência.

21 janeiro 2026 - 12h42Por Da redação

O Fórum Econômico Mundial em Davos tornou-se o palco de um embate diplomático sem precedentes. O presidente Donald Trump suavizou o tom ao declarar que não usará a força militar para tomar a Groenlândia, mas reafirmou que a anexação do território dinamarquês é um objetivo central de sua gestão para garantir a "paz internacional".

A Retórica de Trump Em um discurso contundente, Trump classificou a Groenlândia como um "pedaço de gelo" estrategicamente indefeso e atacou a postura de Copenhague.

  • Dívida Histórica: O presidente alegou que os EUA deveriam ter mantido a ilha após a Segunda Guerra Mundial e chamou os dinamarqueses de "ingratos" pelo suporte militar americano histórico.

  • Segurança da Otan: Trump negou que a anexação ameace a Otan; pelo contrário, afirmou que apenas os EUA têm capacidade real de proteger o território de influências externas.

  • Confusão sobre Planos: Apesar da insistência na compra, Trump admitiu mais tarde que "não há um plano" concreto em curso, embora tenha ido à Suíça buscar negociações.

A Reação Europeia A resposta dos líderes europeus foi imediata e coordenada, sinalizando que a era da submissão aos interesses de Washington enfrenta resistência:

  • Soberania Inegociável: O ministro dinamarquês Lars Lökke Rasmussen celebrou o recuo sobre o uso da força, mas descartou qualquer conversa sobre ceder território. A Dinamarca já estuda o envio de 1.000 soldados para a ilha ainda em 2026.

  • Resistência Francesa e da UE: Emmanuel Macron solicitou exercícios da Otan na região, enquanto Ursula von der Leyen afirmou que a Europa está "totalmente preparada para agir" contra qualquer forma de coerção.

  • Racha na Direita: Até aliados tradicionais de Trump, como o francês Jordan Bardella (extrema direita), criticaram a postura americana, pedindo que a Europa não seja submissa.

Uma cúpula de emergência entre os líderes da União Europeia está marcada para esta quinta-feira (22) para alinhar uma resposta definitiva à ofensiva americana sobre o Ártico.

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