Mato Grosso do Sul se prepara para inaugurar um divisor de águas em sua estratégia comercial: a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Bataguassu. Com previsão de abertura para março de 2026, o complexo de 2 milhões de metros quadrados recebeu o aval do governador Eduardo Riedel e da Secretaria de Desenvolvimento (Semadesc) após a confirmação de que as obras de alfandegamento serão concluídas em fevereiro.
O Diferencial Competitivo A ZPE funciona como um "distrito industrial incentivado", onde as empresas gozam de benefícios tributários, cambiais e administrativos suspensos, desde que destinem pelo menos 80% de sua produção ao mercado externo. Segundo o secretário Jaime Verruck, essas vantagens permanecem intactas mesmo após a reforma tributária, tornando o local um ímã para capital estrangeiro.
Indústrias Confirmadas e Sustentabilidade Duas empresas já selaram o passaporte para o complexo:
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Setor Alimentício: Focada na produção de derivados de mandioca e batata-doce (dextrose e maltodextrina).
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Bioeconomia: Uma fábrica de recipientes biodegradáveis para plantio de mudas.
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Energia Limpa: O projeto prevê integração com a gigante Bracell para o fornecimento de energia proveniente de biomassa de celulose.
Bataguassu no Centro do Desenvolvimento O anúncio da ZPE coincide com a chegada da sexta fábrica de celulose do Estado no município. Com investimento de US$ 4 bilhões e obras previstas para começar em fevereiro, a nova unidade fabril deve gerar 10 mil empregos durante a construção e produzir 2,8 milhões de toneladas de celulose por ano.
Para o governador Eduardo Riedel, a convergência entre a logística privilegiada de Bataguassu (na divisa com SP e PR) e os incentivos da ZPE vai "ativar a economia regional e elevar o patamar de competitividade das empresas sul-mato-grossenses no cenário global".






