Mato Grosso do Sul consolidou nesta semana sua posição de vanguarda na transição energética global com a implantação da primeira planta de biometano da Atvos no Estado. Localizada em Nova Alvorada do Sul, a unidade recebeu investimentos superiores a R$ 350 milhões e foi visitada pelo governador Eduardo Riedel e pelo secretário da Semadesc, Jaime Verruck, durante a programação da Expocanas.
Economia Circular e Inovação Tecnológica O diferencial estratégico do projeto reside no aproveitamento integral de subprodutos da cana-de-açúcar (vinhaça e torta de filtro), que antes eram resíduos e agora se tornam combustível nobre.
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Capacidade de Produção: Estimada em 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra.
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Substituição de Fósseis: A produção equivale a menos 25 milhões de litros de diesel consumidos anualmente.
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Descarbonização da Frota: A Atvos já iniciou a conversão de seus caminhões para biogás em parceria com a Scania. A meta é que 50% da frota das unidades Eldorado, Santa Luzia e Conquista do Pontal utilize o gás renovável.
Impacto Ambiental e Metas de 2030 Para o governo estadual, a planta é uma peça fundamental na estratégia de tornar Mato Grosso do Sul um estado Carbono Neutro até 2030.
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Redução de Emissões: A substituição do diesel por biometano deve retirar entre 40 e 50 mil toneladas de CO da atmosfera por ano.
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Expansão Futura: A Atvos projeta a instalação de outras sete unidades no país, o que poderia elevar a produção para 137 milhões de m³ e reduzir em até 88,3% as emissões associadas ao transporte pesado.
Desenvolvimento Regional Além do ganho ecológico, o setor sucroenergético segue como um dos maiores empregadores do Estado. Somente a Atvos opera três unidades em MS (Nova Alvorada do Sul, Rio Brilhante e Costa Rica), sustentando mais de 11 mil empregos diretos e indiretos. Segundo o secretário Jaime Verruck, o biometano não apenas reduz emissões, mas amplia a competitividade internacional do agronegócio sul-mato-grossense ao agregar valor tecnológico à biomassa.






