Mato Grosso do Sul alcançou um marco histórico em 2025 ao registrar a menor taxa de desemprego desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012. O estado encerrou o ano com um índice de 3% de desocupação, uma queda significativa em relação aos 3,9% medidos em 2024. O desempenho local coloca o estado em um patamar de pleno emprego, superado nacionalmente apenas por Mato Grosso (2,2%) e Santa Catarina (2,3%).
Cenário Nacional em Recorde O Brasil acompanhou a tendência positiva, fechando 2025 com a menor taxa anual da série histórica: 5,6%. Ao todo, 20 das 27 unidades da federação atingiram suas mínimas históricas no ano passado. No quarto trimestre, o indicador nacional recuou para 5,1%, impulsionado por quedas nas regiões Nordeste, Sudeste, Sul e Centro-Oeste.
Destaques dos Indicadores Sociais e Econômicos:
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População Ocupada: O país atingiu o contingente recorde de 103 milhões de trabalhadores, enquanto a população desocupada caiu para 6,2 milhões de pessoas.
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Nível de Ocupação: MS registrou o terceiro maior nível de ocupação do país (64,4%), atrás de Mato Grosso (66,7%) e Santa Catarina (66,2%).
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Rendimento Real: O valor médio anual do rendimento do trabalhador brasileiro alcançou R$ 3.560, com o Distrito Federal liderando o ranking nacional (R$ 6.320).
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Desalento: Mato Grosso do Sul apresentou a segunda menor taxa de desalento do Brasil (0,6%), evidenciando a confiança do trabalhador local na busca por oportunidades.
Desigualdades e Desafios Apesar dos recordes, a pesquisa do IBGE aponta disparidades persistentes no mercado de trabalho. No quarto trimestre de 2025, a desocupação entre as mulheres (6,2%) permaneceu superior à dos homens (4,2%). Além disso, a taxa para pessoas pretas (6,1%) e pardas (5,9%) ficou acima da média nacional, enquanto para brancos foi de 4,0%. O nível de instrução também se mostrou determinante: a taxa de desemprego para quem tem nível superior completo é de apenas 2,7%, contra 8,7% entre aqueles com ensino médio incompleto.






