O mercado financeiro viveu uma quarta-feira (17) de forte aversão ao risco, marcada pela valorização do dólar e queda nas bolsas globais. No Brasil, o dólar subiu 1,09%, cotado a R$ 5,52, atingindo seu patamar mais alto em seis meses. O Ibovespa acompanhou o movimento negativo, recuando 0,79% e perdendo o suporte dos 158 mil pontos.
Geopolítica e Petróleo O grande motor do dia foi o endurecimento do discurso de Donald Trump contra a Venezuela. Ao determinar um bloqueio total a petroleiros sancionados, o presidente americano elevou o risco de oferta da commodity.
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Brent e WTI: Os preços do petróleo saltaram quase 3%, com o barril do Brent atingindo US$ 60,61.
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Impacto em Wall Street: Enquanto os índices S&P 500 e Nasdaq caíram (pressionados pela cautela com os juros americanos), as petroleiras registraram ganhos expressivos devido à valorização da commodity.
Cenário Interno: O "Fator 2026" Mesmo com uma agenda de indicadores vazia, o clima político doméstico pesou. Investidores reagiram à pesquisa Genial/Quaest, que mostrou o governo atual fortalecido para uma possível reeleição em 2026, frente a uma oposição fragmentada.
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Fuga para Proteção: A percepção de continuidade das políticas atuais levou o mercado a buscar proteção no dólar e a exigir juros mais altos nos títulos públicos, prejudicando o desempenho das ações brasileiras.
Bolsas Globais e Ásia Em Nova York, o clima foi de cautela à espera de discursos de dirigentes do Federal Reserve (Fed), que podem sinalizar os próximos passos da taxa de juros nos EUA. Já na Ásia, o dia foi de recuperação moderada, impulsionada por ações do setor de tecnologia e inteligência artificial, interrompendo uma sequência de quedas.






